
As estatísticas do Corpo de Bombeiros apontam que os problemas nas instalações elétricas são uma das principais causas de incêndio no país. Por isso, o novo padrão brasileiro de plugues e tomadas começou a ser incorporado nos produtos elétricos e eletrônicos produzidos para consumo interno e exportação a partir de janeiro deste ano. O comércio será proibido de vender produtos com tomadas antigas a partir de janeiro de 2011. Essa é a última fase da implementação do modelo nacional que foi definido em meados de 2005.
Segundo o engenheiro Fabian Yaksic, gerente de tecnologia da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a criação do padrão brasileiro de tomadas e plugues é uma medida de segurança à população.
Com a alteração, o Brasil passa a ter dois tipos de tomadas e quatro tipos de plugues. Até então, existiam no país 15 tipos de tomadas e 12 de plugues. Ligar aparelhos com diferentes formatos de plugues e de diferentes potências era uma ameaça à segurança dos usuários. Os plugues antigos, devido à variedade, ocasionavam contatos acidentais com a corrente elétrica e conexões irregulares.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), junto com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), determinou que até julho de 2011 os produtos com as tomadas fora do padrão devem sair do mercado.
A regra determina que os plugues sejam padronizados em dois modelos, com dois e três pinos, sendo o terceiro pino o fio-terra para equipamentos que necessitam de mais energia ou têm risco de fuga de corrente, gerando uma economia de energia. Nesses casos, o consumidor deve usar um adaptador certificado ou trocar a tomada. Já as tomadas terão uma cavidade, o modelo sextavado é afundado em um centímetro para manter o plugue firme.
Jornal da Comunidade